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A depressão não é apenas “não se sentir bem”

A depressão é mais do que uma indisposição passageira ou sentir-se em baixo por um motivo específico. Trata-se de uma doença que exige ajuda profissional e que pode ser tratada. Por vezes, não é fácil distinguir entre os sentimentos de tristeza que todos sentem em algum momento da sua vida e uma perturbação depressiva.

Alguns dos sinais e alterações comportamentais podem ser muito semelhantes nas duas situações. Por isso é importante distinguir entre a depressão e o sofrimento normal, como o pesar ou desgosto. Alguns aspetos podem ajudar a avaliar a situação (ver imagem).

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Importantes características distintivas da depressão são o grau de sofrimento pessoal e o impacto negativo na vida social, interpessoal e profissional durante mais de duas semanas.

A depressão afeta aproximadamente uma em cada quatro mulheres e um em cada oito homens ao longo da vida. Uma pessoa pode sofrer de depressão em resposta a uma perda, trauma ou luto recentes, ou pode ter uma vulnerabilidade prolongada resultante de experiências antigas ou de fatores de risco biológicos.

Reconhecer a depressão

Segundo a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (CID-10) um episódio depressivo inclui: durante pelo menos duas semanas, dois dos três sintomas nucleares (núcleo branco) e pelo menos dois dos sete sintomas secundários (anel cinza).

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Assim, se os seguintes aspetos estiverem presentes, é provável que a pessoa sofra de depressão:

  • Tristeza e/ou ansiedade durante grande parte do tempo, referida pela pessoa ou observável no seu aspeto e comportamento
  • Perda de interesse e de prazer em atividades que anteriormente suscitavam o seu interesse ou que preferia, como sair com os amigos, ir ao futebol ou passar tempo com a família
  • Queixas de cansaço crónico ou falta de vitalidade
  • Expressão de ideias de culpa excessiva ou desadequada (nalgumas religiões isto pode traduzir-se em pedir perdão a Deus)
  • Expressão de desespero, desamparo e pessimismo global
  • Perda de apetite, perda de peso, insónia ou dormir demais, e dificuldades na intimidade física
  • Ideias e fantasias sobre a morte e, por vezes, autoagressão

Estes sintomas afetam geralmente várias áreas. O número de sintomas, bem como a sua gravidade, pode variar de pessoa para pessoa e em diferentes períodos.

Tratamento da depressão

Se o diagnóstico clínico de depressão for realizado é importante saber informar as pessoas sobre questões básicas relacionadas com o tratamento.

Os principais pilares do tratamento específico da depressão são a medicação antidepressiva e a psicoterapia.

Existem outras opções para tipos particulares de depressão (por ex. terapia com luz na perturbação afetiva sazonal) ou para pessoas resistentes ao tratamento regular (por ex. eletroconvulsivoterapia), bem como intervenções complementares ou adicionais, que não são uma alternativa, em outras áreas (desporto, atividades criativas, dieta, etc).

Frequentemente, a melhor solução será uma combinação de várias opções terapêuticas.